sábado, 14 de maio de 2011

- Tem sim, eu fiz bolo de fubá, pão de queijo, suco de maracujá, tem pão, e se você quiser posso fazer mais alguma coisa.
- Suco de Maracujá? Eu amo suco de maracujá Rita. - fiquei com os olhinhos brilhando até, porque eu amava MESMO suco de maracujá.
- Sua mãe me disse.
- Vou tomar o suco e comer uns pães de queijo, o bolo eu vou comer mais tarde ok Rita?
- Sim, do jeito que a senhora preferir. - ela falou se retirando e subindo pra arrumar meu quarto, enquanto eu fui pra mesa comer. Já estava tudo arrumado, comi quase todos os pães de queijo e tomei bastante suco de maracujá, estava calminha calminha... Então decidi assistir um pouco de TV, não tinha nada pra fazer. Até que o Bernardo chega a casa com o Thiago.
- Eai Bianca. - o Thiago falou me dando um beijo na bochecha
- Oi Thi. - eu falei. Pego intimidade rápido mesmo..
- Vem logo Thiago, vamos subi pra pegar as coisas. - O Bernardo falou com pressa
- Pegar o que? - eu perguntei curiosa
- Um bagulho que não te interessa. - ele falou
A noite passou tranqüila, dormi feito um bebê. E acordei com o sol entrando pela janela, o Bernardo já tinha acordado. Aproveitei pra ir tomar um banho, eu tinha esquecido de colocar o pijama pra dormir.. Acabei dormindo com aqueles shorts. Depois do banho relaxante troquei de roupa, coloquei um shorts mais mole e uma blusinha regata preta básica. E desci para tomar meu café da manhã, estava com fome, muita fome. Quando cheguei lá embaixo encontrei uma mulher, parecia ser empregada.
- Oi. - eu falei
- Bom dia dona Bianca. - ela falou
- Pode me chamar somente de Bianca, como é seu nome?
- Rita. Vou trabalhar na sua casa e do senhor Bernardo. Sua mãe pediu pra eu lhe avisar que segunda feira começa as aulas, mais cedo chegou tudo que você irá precisar.
- Ta bom. Depois vou lá arrumar minhas coisas. Mais você sabe que colégio irei estudar?
- Não sei mais pelo que ouvi sua mãe falando é o melhor da cidade.
- Bom saber. - sorri - cadê o Bernardo?
- Saiu. Ele não me disse pra onde ia, mais falou que não iria demorar muito.
- Ta bom. Tem algo pra comer Rita? Estou morta de fome.
Acordei com o Bernardo deitado do meu lado na cama de casal, já era anoite isso. Eu levei um susto, acabei batendo a perna na cama.
- Ai . - eu falava tentando não fazer barulho, mais sentindo muita dor.
- Tenta calar a boca, por favor. - ele disse resmungando
- tenta dormir em outra cama, por favor. - eu falei
- Eu moro aqui, durmo onde eu quero. - ele disse abrindo o olho e me olhando ç.ç
- Você podia pelo menos tentar ser mais sensível. - eu falei. Os olhos dele estavam vermelhos, bem vermelhos.
- Não me dou certo com sensibilidade, é coisa pra viado.
- Que machista. Talvez se você fosse mais sensível agente conviveria em um pouco mais de harmonia. - eu falei sem tirar o olho dele
- Não quero harmonia, nem sei que porra é essa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

- É pra machucar mesmo, pra você ver como o drogado pode acabar com você. - ele dizia com o rosto vermelho, estava com raiva.
- Isso não vai tornar você melhor, apenas um canalha. Agora se quer me bater vai em frente, mete à mão na minha cara, ae você não terá nem mais a mim. E terá que ir morar na rua, porque seus pais não te darão abrigo novamente. E essas suas '' mina '' apenas irão rir da sua cara. Elas te querem enquanto você tem dinheiro, depois você é apenas um lixo. Coisa que está sendo agora. - Depois disso ele ficou me olhando por alguns segundos, soltou meu braço com força e saiu do quarto batendo a porta. Não entendi o porquê daquilo, muito menos o que ele iria fazer. Eu estava com medo. E com um braço marcado.
Deitei-me na cama e continuei chorando por causa da dor, logo depois adormeci.
- Eu sou a Bianca, e apartir do momento em que eu estiver morando aqui. Você não vai trazer '' suas minas '' pra cá. - eu disse imitando ele.
- hahaha , ta achando que manda ? 
- Não vou discutir com você, você é um drogado, bêbado. Ta fazendo um papel ridículo e achando que ta bonito. Deve ser por isso que sua família se livrou de você, você é lamentável, nojento Bernardo. - Eu pude ver seus olhos ficando vermelhos e senti sua mão no meu braço, ele me apartava com força segurou meu braço e me puxou da cama, me fazendo levantar. Então me jogou contra a parede, eu bati minhas costas e então comecei a chorar.
- Você é somente uma vadia qualquer, e você não têm direito de falar da minha família. - ele pegou no meu braço novamente e apertada cada vez mais forte, eu já podia sentir as lagrimas caindo cada vez mais.
- Para com isso, você está me machucando. - eu dizia

terça-feira, 3 de maio de 2011

- Fala gatinha. - ele disse pra mim e eu me mantive calada. Pude perceber que ele estava bêbado e totalmente noiado.
- Velho, acho melhor você botar as mina e os Mlk pra fora. A Bianca chegou. - o Thiago disse pra ele
- Não caralho, eu já disse que ela não é nada minha e não manda em mim. - ele falou meio embolado
- Posso não mandar em você, mas ao menos quero que você me respeite. Ou você como um drogado qualquer nem pra isso tem capacidade? - eu falei nervosa , não iria aguentar aquilo.
- Quem você pensa que é pra falar assim comigo sua vadia? - ele falou vindo pra cima de mim, tentando segurar meu braço.
- Não me toque. E quando você voltar ao seu normal e se tornar um homem de verdade, agente conversa.
- Bianca relaxa, vo leva o povo embora. Depois vocês conversam e se resolvem. Foi um prazer te conhecer, quem sabe agente se vê por ai né. - ele disse dando um sorriso e indo falar com o povo pra ir embora, o Bernardo apenas ficou me olhando e eu subi para o quarto. Pude ouvir passos de alguém atrás de mim, era ele. Entrei no quarto e fiquei sentada na cama.
- Quem você pensa que é? Chega à minha casa e expulsa meus amigos e minhas minas.
- Não acredito que meu pai me fez de babá desse ridículo. E como você sabe de tudo isso?
- Sou o melhor amigo dele.
- Ah, bom saber. - dei uma pausa - espero que você não seja igual a ele, senão infelizmente você não irá voltar na minha casa.
- Podexá, sou um bom garoto. Não quero deixar à senhora brava. - ele falou brincando e nós dois damos risada. O Bernardo então ouviu e veio até nós.
- Oi. - ele falou
- Oi.
- Como é seu nome? - ele perguntou tentado ser simpático.
- Bianca, e o seu?
- Thiago.
- O que está acontecendo? - eu perguntei meio confusa ainda
- Coisas do Bernardo, ele adora uma farra e as mulheres. Então ele trás elas pra cá.
- Mas agora eu moro aqui também. Ele deveria me respeitar. - eu disse
- Deveria mais pra ele as coisas não são assim.
- Ele sempre foi assim? - perguntei
- Sempre, foi por isso que o pai dele quis casar ele com você. Pro seu lado da família era bom pelo dinheiro, e para família dele era boa por sua causa. O pai dele sempre comentava que você era uma boa garota, que seus pais se orgulhavam de você. E que você poderia botar ele na linha. Então aconteceu tudo isso e estamos aqui agora.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

- Mal me casei e já tenho chifres, comecei bem. - eu disse pra mim mesma, e continuei andando. Logo eles sumiram do meu campo de visão. Conheci praticamente todo o condomínio, era muito grande e lindo. Tinha varias crianças. Voltei pra casa na hora do almoço, porque já estava com fome novamente. 
Entrei em casa e vi que varias pessoas estavam lá, só que dessa vez tinha mais meninas, o som estava um pouco alto, e eu pude sentir o cheio de cigarro e de maconha no ar. Olhei para sala e vi Bernardo sentado, em volta havia quatro meninas abraçadas com ele. Elas o beijam, passavam a mão, fumavam com ele. Era uma cena ridícula e lamentável. Eu fiquei apenas olhando e ele então se virou e olhou pra mim, fingiu que eu não era ninguém. Ignorou-me e continuou com aquilo.
Havia apenas um garoto que parecia estão são, um que estava no canto. Mais que logo veio caminhando até mim.
Depois que já tinha conhecido toda a casa fui tomar um banho, sai do banho e pude ver que já tinha todas as roupas no meu guarda roupa.
- eles são rápidos. - eu falei sozinha
Peguei um shorts curtinho jeans, e uma blusinha estilo bata. Coloquei e desci, resolvi dar uma volta no condomínio. Eu sai pra andar e depois de algum tempinho caminhando pude avistar o Bernardo sentado na frente de uma casa com algumas garotas e garotos. Eu passei perto e eles continuaram me olhando. As garotas até deram risada. Eu apenas ignorei. Olhei para trás novamente e já pude ver Bernardo beijando uma garota, ele passava a mão pelas pernas dela. E pareciam que eram namorados pelo jeito, tinham uma intimidade.
Não demorou muito e chegamos ao cartório, eu estava totalmente perdida, não sabia quem era o garoto nem a sua família. 
- Filha, o nome dele é Bernardo. - minha mãe disse para mim
- tá. - pelo menos agora sabia alguma coisa dele, entramos e tinha um casal conversando com o cara do cartório com uns papéis na mão. Meu pai logo se aproximou e cumprimento eles, eu mal sabia seus nomes, porém cumprimentei também. 
- O Bernardo já esta chegando. - a mulher comentou que provavelmente era mãe dele. Ela era uma mulher muito linda, aparentava ter seus 35 anos, mais se vestia bem, tinha um cabelo bonito. Se ele pelo menos tivesse puxado pra mãe, iria ter sorte. Ficamos mais alguns minutinhos sentados, até que chegou um garoto. Pele não muito morena, cabelo jogado de lado, um boné preto e azul escuro, estilo skatista. Não cumprimentou ninguém, apenas falou uma coisa com o pai dele e então fomos assinar os papéis. Ele assinou rápido, sem ao menos ler ou ligar. Eu já não queria assinar, olhei para minha mãe, e eu podia sentir que ela também não queria, mais tive que assinar.

domingo, 1 de maio de 2011

- Filha, eu já te expliquei o motivo de tudo isso. - ela dizia tentando me conformar
- Você pode explicar trilhões de vezes, mais eu nunca irei entender. Como você pode fazer isso comigo, eu tenho apenas 16 anos. E ele terá 17. Não to pronta pra me casar, não sei nem arrumar casa direito. - eu dizia quase chorando
- Vocês irão ter empregadas, e irão morar em uma casa perfeita. Depois você vai gostar dele, ele é um menino muito bom e muito bonito. 
- Ele pode ser perfeito, mais eu ao menos o conheço. Não sei nem seu nome, como você quer que eu me case? Eu não vou me casar, eu vou fugir. - eu já chorava e estava gritando, meu pai então abriu a porta e entrou.
- Para de drama Bianca, se arruma logo. 
- Não pai, eu não quero. Não quero me casar só para bancar a família, continuem trabalhando, eu começo a ajudar, vendam os carros, comprem uma casa menor... Demitam alguns empregados. Agente não é mais rico, aceite isso! - eu falei chorando, meu pai apenas segurou meu rosto com força. 
- Você vai se casar sim, e não se fala mais nisso. Se arruma logo senão você vai desse jeito. - ele disse bravo saindo do quarto